A primeira escola do Bairro Sagrada Família, na Região Leste de Belo Horizonte, fundada em 1945, há 81 anos, está parcialmente interditada, após o surgimento de rachaduras no imóvel.
Localizada na Rua Genoveva de Souza, a Escola Estadual Helena Pena, teve parte de sua estrutura interditada pela Defesa Civil, após o agravamento das trincas nas paredes e teto.
Pais de alunos denunciaram as condições da escola. Além disso, enviaram imagens dos avisos colocados nas salas interditadas.
Segundo uma das mães, a direção acompanha o problema há algum tempo. A Defesa Civil também monitora a evolução das fissuras.
Na quarta-feira (16), técnicos voltaram à escola. Após vistoriar o prédio e constatar o aumento das trincas, eles determinaram a interdição de parte do imóvel.
“Nessa quarta-feira (16), inclusive, técnicos retornaram à escola. Após constatarem o aumento das trincas, determinaram a interdição de parte do prédio, incluindo parte do auditório, a secretaria e salas de aula”, informou a mãe.
Avisos espalhados
A situação preocupa alunos, pais, responsáveis e trabalhadores da educação. Além disso, a comunidade cobra uma reforma na unidade.
A denunciante conta que só percebeu a gravidade do problema ao ir à escola na quinta-feira (17). Ela participou de uma reunião para a entrega de resultados.
“Ficamos todos assustados com os cartazes espalhados pelo prédio. Eles avisavam sobre a interdição das salas. Questionamos a direção sobre o que estava ocorrendo. Então, fomos informados sobre os danos estruturais e sobre a falta do repasse para as obras até o momento”, relata.
Sem verba
Durante a reunião, a direção também informou aos pais que já enviou vários pedidos de providências à Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG).
Além disso, segundo a mãe, a direção informou que o Estado já aprovou um projeto de reforma.
O custo estimado chega a R$ 400 mil. No entanto, a verba ainda não foi liberada. Por isso, a escola também não tem previsão para iniciar as obras.
Preocupação com a chuva
A situação aumenta a preocupação da comunidade escolar. Afinal, Belo Horizonte se aproxima do período de chuvas mais intensas.
Além disso, a cidade já registra alertas para temporais e queda de granizo desde o início do mês.
Para a mãe, a escola não deveria manter as atividades com parte do prédio interditada e sem uma previsão para a reforma.
Ela afirma que a situação coloca alunos, professores e funcionários em risco.
“Como uma escola pode funcionar com parte dela interditada? Para mim, isso é negligência e descaso do Estado”, reclama.
Cobrança
Diante do problema, a denunciante tenta mobilizar outros pais e a comunidade. Segundo ela, o objetivo é dar visibilidade à situação e cobrar providências do Estado.
A mãe afirma que não espera uma reforma imediata durante o período de chuvas. No entanto, ela cobra medidas emergenciais para garantir a segurança dos estudantes.
“Se a escola não oferece segurança neste momento, que seja encontrado um espaço seguro para que as aulas possam continuar. Eu entendo que a educação é importante, mas a vida e a segurança das nossas crianças precisam vir primeiro”, declarou.
Resposta
O Jornal O Sagrada procurou a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) para esclarecer a situação.
A reportagem questionou a confirmação da interdição pela Defesa Civil. Também pediu informações sobre o projeto de reforma e o cronograma das obras.
Além disso, perguntou qual será o valor definitivo da reforma e quais medidas o Estado adotou para proteger alunos e profissionais enquanto a obra não começa.
O Sagrada aguarda o retorno da SEE/MG. Assim que receber a resposta, a reportagem atualizará a matéria.
O Sagrada O Sagrada – Jornal do Bairro Sagrada Família e Região – Belo Horizonte
