Sarampo assombra o Brasil
PBH reforça a importância de manter a vacina contra o sarampo em dia | Foto: RomoloTavani/iStock

Sarampo volta a preocupar e BH reforça importância da vacinação

Considerado eliminado no Brasil em 2016, o sarampo voltou a registrar casos no país, especialmente após a queda das coberturas vacinais. Com novos registros em São Paulo, estado vizinho de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada.

Na capital mineira, não há registro de casos autóctones de sarampo desde 2020, ou seja, de infecções contraídas dentro do próprio município. Para manter esse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde convoca quem ainda não se vacinou a procurar um ponto de imunização.

Vacina disponível

A Prefeitura oferece gratuitamente a vacina contra o sarampo nos 154 centros de saúde de Belo Horizonte e também no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante. Além disso, a imunização não é indicada apenas para crianças.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O esquema prevê duas doses para pessoas de até 29 anos que não tenham comprovação de vacinação e uma dose para adultos de 30 a 59 anos sem registro vacinal. Já os profissionais de saúde devem receber duas doses, independentemente da idade.

Cobertura vacinal

Em Belo Horizonte, a cobertura da primeira dose da tríplice viral entre as crianças chegou a 95,2%, ultrapassando a meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Entretanto, a segunda dose alcançou 82,7%.

Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde orienta as famílias a verificarem a situação vacinal das crianças e, quando necessário, completarem o esquema recomendado.

O secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte, destaca que a ausência de casos de sarampo em Belo Horizonte demonstra a importância da vigilância contínua e da adesão da população à vacinação.

“Precisamos manter esse cuidado. Os casos em São Paulo acendem um alerta, pois o vírus que causa a doença tem alta taxa de transmissão. Quem ainda não se vacinou deve procurar um ponto de imunização e garantir essa proteção”, afirma.

Reintrodução do vírus

O sarampo apresenta alta capacidade de transmissão e pode provocar complicações graves, como pneumonia e otite, além de causar perda de audição e até levar à morte. O Brasil conquistou, em 2016, o certificado de eliminação da doença após anos de altas coberturas vacinais.

No entanto, a queda da vacinação favoreceu a reintrodução do vírus no país em 2019. Mais recentemente, São Paulo confirmou mais de 20 casos, o que reforça a necessidade de manter a vacinação em níveis elevados.

Desinformação

A desinformação também contribui para a queda da vacinação. O movimento antivacina reúne pessoas que se opõem, de forma organizada ou informal, à vacinação e que frequentemente difundem informações sem comprovação científica, principalmente pelas redes sociais.

Entre as falsas alegações estão afirmações de que vacinas causam autismo ou outras doenças, introduzem chips no organismo ou provocam alterações no DNA humano. Essas informações não têm respaldo científico.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde considera a hesitação vacinal uma das principais ameaças à saúde global. Quando a população deixa de se vacinar, doenças que estavam controladas podem voltar a circular.

Por isso, manter a vacinação em dia protege não apenas quem recebe a dose, mas também toda a comunidade, especialmente crianças e pessoas mais vulneráveis a complicações. A imunização continua sendo uma das principais formas de evitar o retorno de doenças que podem causar sequelas permanentes ou até a morte.

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