A proteção animal tem avançado em Belo Horizonte e em Minas Gerais, com novas leis e iniciativas voltadas ao bem-estar dos bichos. No entanto, quem atua diariamente nos resgates, tratamentos, acolhimentos e adoções ainda enfrenta uma realidade pouco discutida: a falta de apoio.
Na maioria dos casos, mulheres assumem voluntariamente grande parte dessa responsabilidade. Elas resgatam animais abandonados ou vítimas de maus-tratos, acompanham tratamentos, providenciam alimentação e buscam novos lares. Muitas vezes, porém, também pagam do próprio bolso por consultas, medicamentos, internações, castrações e alimentação.
Essa sobrecarga será debatida nesta quarta-feira (12), durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro terá como tema “A sobrecarga das protetoras de animais devido à falta de políticas públicas” e começa às 16h.
Falta de suporte
A audiência pretende ampliar o debate para além da proteção dos animais e colocar no centro da discussão quem cuida, resgata e luta diariamente pela causa animal.
Sem políticas públicas estruturadas, muitas protetoras acumulam dívidas, enfrentam desgaste físico e emocional e ficam expostas a situações de risco. Por isso, o encontro também busca discutir formas de ampliar o suporte institucional para essas pessoas.
O Movimento Mineiro de Defesa Animal (MMDA) solicitou a audiência. A Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da ALMG realizará o encontro, sob a presidência da deputada estadual Ana Paula Siqueira (PT).
A expectativa é que o debate dê voz às protetoras e ajude a construir propostas para ampliar o apoio à causa animal, com estrutura, recursos e políticas permanentes.
A legislação de proteção aos animais avança, mas o movimento reforça uma questão essencial: cuidar de quem cuida também precisa fazer parte das políticas públicas.
O Sagrada O Sagrada – Jornal do Bairro Sagrada Família e Região – Belo Horizonte
