O primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Atlético-MG terminou empatado em 1 a 1, nessa terça-feira (25), no Mineirão, em Belo Horizonte.
Diante de 59.225 torcedores, as equipes fizeram um clássico intenso e movimentado. O público ficou perto da capacidade máxima do estádio, de aproximadamente 61 mil pessoas.
Além disso, a partida gerou uma renda de R$ 4.917.351.
Dentro de campo, o Cruzeiro tomou a iniciativa. A equipe celeste controlou mais a posse de bola, com cerca de 65%, e tentou impor o ritmo do confronto, principalmente no segundo tempo, sob o comando do técnico Artur Jorge.
Na frente
Como resultado da pressão, o Cruzeiro abriu o placar aos 14 minutos do segundo tempo. Keny Arroyo recebeu a oportunidade e acertou um belo chute de fora da área. O meia marcou um golaço e colocou a Raposa em vantagem.
Por outro lado, o Atlético-MG manteve uma postura sólida na defesa. A equipe seguiu a estratégia montada pelo técnico Eduardo Domínguez e conseguiu suportar a pressão celeste.
Mesmo depois de sofrer o gol, o Galo reagiu rapidamente. Aos 24 minutos, Renan Lodi recebeu espaço e acertou um chute preciso para empatar a partida.
Assim, o lateral também marcou um golaço e deixou o clássico novamente equilibrado.
Com o empate, o Atlético-MG ganhou uma vantagem importante para o segundo confronto: agora, o Galo decidirá a vaga em casa, diante da própria torcida.
Polêmica
Apesar do grande duelo dentro de campo, uma jogada logo no primeiro minuto também dominou as discussões após o clássico.
Na ocasião, Kaio Jorge, do Cruzeiro, fez uma jogada de costas, conhecida como “cama de gato”, justamente quando Ruan Tressoldi, do Atlético-MG, saltava para disputar uma bola pelo alto.
O zagueiro perdeu o equilíbrio e caiu de cabeça no gramado. A queda assustou jogadores, comissões técnicas e torcedores.
Ruan ainda permaneceu em campo por alguns minutos. No entanto, depois, deixou a partida e seguiu o protocolo de concussão.
Em seguida, o Atlético encaminhou o defensor de ambulância para o Hospital Mater Dei. Felizmente, os exames descartaram lesões estruturais graves.
Indignação
Além da jogada, a arbitragem também provocou reclamações. O árbitro marcou apenas falta no lance envolvendo Kaio Jorge e não aplicou cartão. Ao mesmo tempo, o VAR não recomendou a revisão da jogada.
Com isso, a decisão gerou forte repercussão nos bastidores. De um lado, o Atlético-MG criticou duramente o lance. O vice-presidente de futebol do clube, Paulo Bracks, classificou a jogada como desleal e cobrou uma atuação da Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Do outro lado, o Cruzeiro rebateu as acusações. O executivo Bruno Spindel afirmou que o rival tenta pressionar a arbitragem antes do jogo decisivo.
Fratura
Outro lance também terminou em lesão e provocou reclamações.
Bruno Rodrigues, do Cruzeiro, se chocou com o goleiro Everson, do Atlético-MG, e caiu no gramado.
O atacante recebeu atendimento médico durante alguns minutos. Depois, deixou o campo amparado pela equipe médica do clube.
Posteriormente, os exames apontaram fratura na face e na costela do jogador.
A jogada também dividiu opiniões. Enquanto cruzeirenses consideraram a ação do goleiro dura, atleticanos defenderam que houve apenas um choque normal de jogo.
Decisão
Com o empate no Mineirão, a disputa pelas semifinais segue completamente aberta.
Agora, Cruzeiro e Atlético-MG voltam a se enfrentar na próxima terça-feira (1º de setembro), às 21h, na Arena MRV, em Belo Horizonte.
Dessa vez, o Galo terá o apoio da torcida em casa.
Porém, nenhum dos dois times terá vantagem no placar. Portanto, quem vencer avança para a semifinal.
Em caso de novo empate, a vaga será decidida nos pênaltis.
E aí, quem leva a melhor no jogo decisivo: Galo ou Raposa?
O Sagrada O Sagrada – Jornal do Bairro Sagrada Família e Região – Belo Horizonte
